Onde está a Natureza?

Postado por José Guimarães | Postado em Mensagem, Pessoal, Poesias | Postado dia 04-07-2011

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 Olho sempre em volta de mim

Querendo ver verdes campos alegres e bonitos

Não vejo mais flores nos jardins

Enfeitando lindos canteiros

Elas ressecaram, coitadas, esquecidas

Pois aos poucos foram substituídas

Por blocos brilhantes, resplandescentes 

Que a luz do sol em raios ardentes

Os tornam sombrios e horripilantes.

 

Poesia: Onde está a Natureza?

Autor: José Guimarães 

 

Essa poesia foi escrita numa época em que achava que a natureza estivesse desaparecendo.

Hoje, no entanto, concluo que a natureza mais que depressa desaparece.

Devido às depredações das matas para o fabrico desordenado de móveis, às destruições da terra em busca de ouro e pedras preciosas, e sem um programa de reposição que de fato funcione.

 

É uma pena! 

Um Pouco de Mim

Postado por José Guimarães | Postado em Mensagem, Pessoal, Poesias | Postado dia 01-07-2011

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 Preciso aprender a ser eu mesmo

mostrar aquilo que gosto de fazer

e que seu fazer,

não levar a vida por aí a esmo

como um tolo, um hipócrita, quero dizer

 

Sei que na vida tudo é importante

para fazer de mim a cada instante

um ser querido e amado

ou então um odiado

mas o que eu posso fazer

para mostrar meu bem querer?

 

Preciso aprender a ver as coisas

como elas são e não como eu quero,

pois neste mundo realista

não adiante ser idealista

e sonhar com coisas belas,

arlequins e cinderelas,

pois esse tempo já passou.

 

Meu Deus! O que posso fazer

para mostrar meu bem querer

saber amar e ser amado

neste mundo quase acabado

onde eu sou apenas um ser

que não ganha por pensar e é mandado

governando e maltratado 

em troca de um simples salário?

 

O que mais posso fazer?,

se preciso aprender a viver

e ver o mundo com mais realismo,

pois não adianta ter otimismo

se a gente vive só para sofrer.

 

Posso até ser condenado

ou pagar pelo que não fiz

mesmo morrer envenenado

ou sufocado pelo nariz.

 

Meu Deus! O que posso querer?

se tudo o que posso fazer

é pouco, quase desprezível

e se perde na multidão

de leigos e aristocratas,

e fica enfim tudo em vão.

 

Poesia: Um Pouco de Mim

Autor: José Guimarães

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