Resumos do Shvoong
8 de novembro de 2007
A irara Risoleta (papa-mel), para se livrar de Manuel Timborna, conta-lhe uma história que vira. A história era assim:
Estava ela na beira da estrada, observando, quando viu um carro-de-boi.
À frente dele vinha o menino Tiãozinho. Logo após, os bois Buscapé e Namorado, na testeira. Capitão e Brabagato, um de cada lado deles. Dançador e Brilhante, mais atrás, com Realejo e Canindé ao lado deles.
Atrás dos bois vinha Agenor Soronho, homenzarrão ruivo, mal-encarado, com uma vara com ferrão na ponta para espetar os bois.
No carro uma carga de rapadura preta com um defunto por cima, pai de Tiaozinho, o guia-mirim, morto no dia anterior.
Da beira da estrada, a irara observava a caravana e ouviu os bois conversando, tramando a morte de Agenor Soronho, que os espetava o tempo todo com o ferrão.
O menino, por sua vez, pensa também que seria bom se ele crescesse e matasse Agenor Soronho, que tomara o lugar de seu pai, desposando sua mãe, e era demasiado ruim para ele.
Depois de algum tempo, Agenor Soronho dorme. Os bois matutam: se ele cair, ele morre. O menino dorme também, andando. Até que ele se assusta e apressa os bois e eles correm. Agenor Soronho despenca. Dormindo pesado nem sente a roda do carro passar sobre o pescoço, quase separando a cabeça do corpo. O menino chora muito.
Dois homens que passam a cavalo ajudam o menino. Colocam o corpo sobre as rapaduras. E ele segue o carro, agora com dois defuntos. Como não espeta os bois, eles andam tranqüilos, tranqüilos… felizes da vida.
Diferente de Agenor Soronha, que era mau, o menino é bom.
Assim, a irara Risoleta termina sua história. (O autor não diz o que acontece com ela depois disso.)
Resumo do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa.
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